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Seis estrelas?

Depois do vexame em casa no último mundial, de eliminação na primeira fase da Copa América Centenário e, finalmente, do susto no início das eliminatórias sul-americanas, a seleção brasileira chega à Rússia entre as principais favoritas.

Desde que Tite assumiu o comando técnico, a seleção passou a jogar com samba nos pés: são 19 jogos, com 15 vitórias, três empates e apenas uma derrota (em um amistoso contra a Argentina). Mais importante que isso: nas eliminatórias, os comandados de Tite venceram nove partidas consecutivas, inclusive com resultados categóricos contra a própria Argentina (3×0) e Uruguai (4×1, em Montevidéu).

O lateral-direito Daniel Alves é a maior baixa da seleção para o mundial. Em compensação, Neymar, depois de uma lesão no quinto metatarso direito ocorrida no final de fevereiro, voltou aos treinos e está garantido na Copa do Mundo.

O time-base deve ir a campo com Alisson, Danilo, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro, Fernandinho, Philippe Coutinho e Willian; Neymar e Gabriel Jesus.

A seleção fará a estreia contra a Suíça (17/06, às 15h00). Depois enfrenta a Croácia (22/06, às 9h00) e, finalmente, encerra a participação na primeira fase contra a Sérvia (27/06, às 15h00).

Os classificados do grupo do Brasil enfrentarão na fase de oitavas-de-final os vencedores do Grupo F, composto por Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul.

Uma história de cinco estrelas

A seleção brasileira é a única a ter disputado todas as copas do mundo. Nas 20 participações, foram 103 jogos, com 72 vitórias, 13 empates e 18 derrotas. Os brasileiros marcaram 221 gols e sofreram 102. As duas maiores goleadas que envolveram a seleção em copas aconteceram justamente nos dois mundiais em que o país foi anfitrião e tiveram o mesmo placa: em 1950, o Brasil venceu a Suécia por 7×1 e, em 2014, sofreu o revés para os alemães no estádio do Mineirão na fase de semifinais.

  • Vitórias
  • Derrotas
  • Empates
Participações
100%
Semifinais
55%
Finais
35%
Títulos
25%
1958

1958

Com vitórias sobre Áustria (3x0) e União Soviética (2x0), além de um empate com a Inglaterra (0x0), a seleção brasileira classificou-se em primeiro lugar na fase. Nas quartas-de-final, a seleção eliminou o País de Gales (1x0). Foi o último jogo duríssimo da seleção naquela edição, já que o Brasil encerrou a participação com duas goleadas, ambas por 5x2, respectivamente contra França e Suécia.

1994

1994

Até 1994, o Brasil viveu o maior período de jejuns de títulos desde que venceu o mundial pela primeira vez: 24 anos. Com vitórias sobre Rússia (2x0) e Camarões (3x0) e um empate com a Suécia (1x1), a seleção enfrentou os Estados Unidos nas oitavas (1x0). Nas quartas, vitória dramática sobre a Holanda (3x2) e novo confronto contra a Suécia nas semi (1x0). Na final, mais uma vez a Itália: vitória por 4x2 depois do placar fechado no tempo normal e na prorrogação.

1962

1962

Com vitórias sobre México (2x0) e Espanha (2x1), além de um empate com a Checoslováquia (0x0), a seleção brasileira classificou-se em primeiro lugar na fase de grupos. Nas quartas-de-final, a seleção eliminou a Inglaterra (3x1). Na sequência, vitória sobre o Chile (4x2) e, finalmente, vitória sobre a Checoslovária (3x1), única equipe que tirou pontos da seleção brasileira naquela edição.

2002

2002

Após o vice-campeonato de 1998, o Brasil, comandado por Rivaldo e Ronaldo, venceu os sete jogos na copa Japão-Coreia do Sul. Na primeira fase os adversários foram Turquia (2x1), China (4x0) e Costa Rica (5x2). Nas oitavas, a Bélgica (2x0), nas quartas a Inglaterra (2x1) e nas semifinais a Turquia (1x0). Na grande final, o Brasil enfrentou a Alemanha (2x0), com direito a dois gols de Ronaldo. Cafu se tornou o primeiro jogador a disputar três finais consecutivas de copa do mundo.

1970

1970

Liderados por Pelé, Rivelino e Jairzinho, a seleção venceu todas as partidas e sagrou-se a primeira tricampeã. Na primeira fase, o Brasil venceu todos os oponentes: Checoslováquia (4x1), Inglaterra (1x0) e Romênia (3x2). Nas quartas-de-final, vitória sobre o Peru (4x2), seguida pela vingança contra os uruguaios (3x1) nas semifinais. Finalmente, na grande final, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto, o Brasil goleou a Itália (4x1).